sábado, 8 de outubro de 2011

Planejamento e Relatório do Encontro de 08/10/2011



Planejamento para o dia 08/10/2011

Local:Quiosque
Horário: 10h30min às 11h30min
Objetivo: Resgatarmos na memória tanto a história "Era mais uma vez, outra vez", quanto à experiência vivida no domingo (02/10); colhendo impressões, etc. Vivenciar corporalmente a construção de cada um dos personagens que compuseram a peça.

10h30min as 10h35min: Roda do Olhar.
10h35min às 10h50min: Conversa sobre as impressões de domingo, não somente da peça como da montagem de um espetáculo em geral; sugerir de contarmos a história para a Carol e para as crianças que não puderam comparecer.
10h50min às 11h10min: Explorarmos em nossos corpos cada um dos personagens da peça.
11h10min às 11h20min: Corda.
11h20min às 11h25min: Encerramento/Roda.
11h25min às 11h30min: Parque livre enquanto esperam os pais.



Relatório do Encontro de 08/10/2011


         Neste encontro estiveram presentes 13 crianças, além de Marina, Carol e Jenifer (educadora do CEISA); Tatiane não pode comparecer. 
         O início se deu as 10h25min, com nossa roda do olhar, nesta a concentração foi difícil, poucos deram as mãos e vieram para a roda; o que fez com que Marina interrompe-se a atividade para uma conversa inicial, na qual explicou que Tatiane, como foi dito na semana anterior, não poderia estar presente e que Marina, por razões de um gripe repentina, estava quase sem voz, e que portanto, todos teriam que ser responsáveis pelo desenrolar do encontro, colaborando durante as atividades. Fizemos novamente nossa roda, desta vez com a colaboração das crianças, e nesta exploramos expressões faciais com caretas, além de intensificarmos nosso olhar ao direcioná-lo ao outro.
         Logo após a roda, nos sentamos, ainda em roda, e começamos a conversar. Tivemos algumas objeções à conversa, com interferências de "quando vamos pular corda?", ou mesmo um "aah, mas conversar?", o que foi contornado de forma até que tranquila. Marina perguntou quem esteve presente no domingo, durante a visita à OAB e a apresentação de peça "Era mais uma vez, outra vez", como alguns (não poucos) que estavam no encontro não estiveram presentes, sugeri de que quem foi, primeiramente, nos contassem suas impressões; e depois contaríamos a história, com o frescor das lembranças da peça, para aqueles que não puderam estar presentes. 
         Quanto às impressões, como algumas se repetiram, passarei aqui as que mais se destacaram; entretanto, cabe salientar, que alguns disseram gostar de tudo e não quiseram entrar em detalhes (como, por exemplo,” TH” e “CI”). 
         Primeiramente, algo quase unânime, foi a discordância com o fato do rei estar  vestindo chinelo e bermuda, pois "rei que se preste" usa calças, sapatos fechados e não sai do castelo, segundo eles. Algo que percebi (eu - Marina) nestas falas, foi que um rei que pede para si uma autoridade sobre outros, tem que se portar como um rei de verdade; portanto, chinelo e bermuda faz com ele perca toda e qualquer credibilidade.
         Quanto ao caranguejo, a turma que assistiu dividiu-se entre duas opiniões. Alguns disseram não ter gostado dele, pois ele era muito "engraçadinho" (como disse “CY”), e por ele ter o rosto branco (e, segundo “L” e outros que disseram já terem visto, caranguejos não tem rosto branco...obs: “LA” nesse momento veio, espantada, contar-me, num tom quase confidencial, que a tia dela come caranguejos). Entretanto, houveram os que adoraram o caranguejo, e no momento em que “LA”disse ter gostado muito dele, a turma começou a cantar, espontaneamente, a música do caranguejo.
         Quanto a princesa Priliana, houve a divisão entre meninos e meninas, as meninas a adoraram e os meninos, impulsionados pela brincadeira dos outros, fizeram questão de reforçar que não gostaram dela.
         O que chamou atenção delas, no que diz respeito ao Dragão foi o tamanho dele, e também as músicas que ele cantou, disseram que as melhores músicas eram as do Dragão. Nesse momento, “B” se levantou e quis reproduzir a imagem do Dragão querendo sentar no trono e não conseguindo.
         As falas dirigidas às impressões do Narrador foram no sentido de que gostaram dele, porém o figurino era próximo a de um palhaço (tentei fazê-los lembrar da explicação do narrador, de que era para parecer um apresentador de circo, mas ainda assim, os que tiveram essa impressão, ficaram com ela, o narrador parecia um palhaço.)
         Quanto aos príncipes, foram pouco citados, mas gostaram mais do Príncipe Nascara, sobretudo no momento em que o Dragão transforma-se em Príncipe (ficamos um bom tempo "discutindo" como foi possível aquela cena). O príncipe Sapristo foi colocado como violento, e as colocações quanto a ele foram algo como "Não gostei dele porque ele era burro e não conseguiu descobrir o enigma."
         Bom, como no geral eles citaram características referentes às vestimentas dos personagens, perguntei-lhes se gostaram de assistir tanto o ensaio, como a peça finalizada já com o figurino. Disseram que gostaram. Nesse momento, fiz uma pequena "provocação", perguntei-lhes se haviam conseguido entender a história e quem era cada personagem no ensaio, mesmo sem os personagens estarem vestidos como tais; a resposta foi afirmativa. Rebati com: "é a roupa que faz com que o ator transforme-se em personagem?" e eles responderam que não. "então, o que é?". E essa resposta vale colocar em destaque aqui: "o corpo", o corpo do ator... Logo falei muito brevemente sobre a importância de nos prepararmos corporalmente antes de apresentar, qualquer que seja a história/peça.
         Após essa conversa, pedi para que contassem a história para quem não pode ir. No começo, eles exitaram um pouco em falar, mas assim que fui puxando a história, todos queriam falar, dando até algumas "briguinhas" por quererem falar todos ao mesmo tempo. Nesse momento foi notório que a história estava muito mais fixada neles, com riquezas de detalhes que não foram/não puderam ser captados anteriormente (quanto, por exemplo, relembramos a história no sábado - 01/10). A peça fez com que a história permanecesse viva neles, além é claro, dessa maior aproximação com os personagens (tanto é, que isso tornou possível, nas impressões, o gostar ou não gostar de cada um; percebe-se então, que criam uma espécie de laço, pois os personagens puderam ser vistos e conhecidos enquanto "pessoas reais".)
         Assim que terminamos a conversa, elencamos cada um dos personagens que tinham na peça, e vivenciamos corporalmente, de forma breve, cada um deles. Disse para que inventasse como seria o personagem para eles se pudessem representá-los e não que simplesmente imitassem o que viram (até porque muitos que ali estavam não foram assistir). O Rei foi colocado pelas crianças em suas representações como um homem muito mandão e bravo; o Príncipe Sapristo como um homem que não saia da academia (logo, todos o representaram na academia, fazendo sua série de exercícios); no momento do caranguejo quiseram imitá-lo cantando a música do caranguejo; o dragão foi representado numa largueza de gestos, pois ele era muuuuuito grande e soltava muito fogo; a Princesa Priliana foi representada na ponta dos pés (pois estava de salto) e com delicadeza nas ações, já na hora do Príncipe Nascara, todos com suas espadas imaginárias, dividiram-se espontaneamente em duplas e fizemos grandes duelos de espadas.
         Dei um breve intervalo, para que bebessem água e fossem ao banheiro, e falei que assim que voltassem, faríamos a atividade da corda (o que fez com que o intervalo fosse realmente breve). Pulamos corda de acordo com a cantiga que cada um escolhia para cantar, eles cantaram ajudando-me (já que nessa hora, a voz estava bem falha..rsrs).
         Já com o horário de finalizar, não foi possível fazermos nossa roda, pois eles estavam bem inquietos e querendo pular mais corda. Estamos dissemos que quem quisesse esperar os pais no parque poderia, e quem quisesse continuar pulando corda, poderia também. E assim encerramos nosso encontro, com todos brincando.




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