Planejamento para o encontro do dia 17/09/2011
Horário: 10h30min
às 11h30min
Local: Pátio ou
Quiosque
10h30min às 10h35min: Roda do Olhar
10h35min às 10h45min: Ainda em Roda, cada um começará a falar o que
vier na cabeça, sem parar, pode conversar com o outro da roda, produzir sons
com a voz, o importante é que façamos bastante barulho e fiquemos um tempo
nele. Depois de um tempo no barulho, uma das educadoras bate palma e todo mundo
solta o corpo para a frente e ficamos em silêncio, ficamos reto novamente e
respiramos fundo. (Explicaremos rapidamente a dinâmica antes) – Resgatarmos a importância do barulho – caos
– e do silêncio.
10h45min
às 11h: Atividade da corda
11h às 11h25min: ANDAR,
BRINCAR, CHORAR
- Dividiremos as crianças em três grupos.
- Cada grupo sorteará uma ação.
- Cada criança fará a ação
sorteada a sua maneira, de forma bem original e sem copiar os outros. (Autenticidade, Originalidade – Criação de
um personagem)
- Depois cada criança fazendo do jeito que escolheu, observará também
a forma como os outros estão fazendo. (Observação,
Detalhamento)
- Após a breve observação, cada criança escolherá um do grupo (não
precisa dizer quem é) e imitará sua maneira de fazer. (Produção de um personagem em si, criado por outrem – exploração
corporal).
* Tanto na criação, na
observação e na imitação todo o grupo em questão estará fazendo as ações
simultaneamente. Os outros grupos estarão assistindo.
11h25min às 11h30min: Encerramento
com a roda.
Providências: - Confeccionar fichas com
as ações para sorteio
- Corda
- Rádio
e Cd´s
- Máquina Fotográfica
Registro do Encontro de 17/09/2011
- Marina deu
início às atividades, começando a chamá-los para a roda do olhar; que demorou
um tempo para ser formada. Tatiane chegou nesse momento e fizemos nossa roda em
conjunto. Apesar de
(conforme informado por Jaqueline) na atividade anterior do Inglês eles estarem
bastante calmos, durante a roda eles ainda se mostraram bastante agitados.
Porém, quando se concentravam nos olhares, as expressões faciais mostram-se
cada vez mais criativas e desenvoltas.
- No barulho, o próprio som perde seu prazer. As
palavras desencontradas e frenéticas fazem com que o som das vozes quase deixe
de existir, porque assim, ele não é (e não pode ser) mais relativo a nada. A
agitação de fora, torna-se agitação para dentro de cada uma das crianças. A
atividade de fazer barulho e em seguida silêncio consistiu exatamente nesse
“dar-se conta”, “tomar consciência”, de que no meio desse caos, não conseguem
nem se concentrar no que estão falando, nos sons que estão soltando, porque
eles perdem seu sentido. Durante a atividade, nos momentos de fazer barulho,
muitos foram ficando em silêncio, poucos continuaram incessantemente; quem sabe
por se verem perdidos, ou mesmo, por não saberem mais o que dizer. Os momentos
de silêncio foram mais aderidos, porém, ao final desses momentos, já havia uma
inquietação por estarem no completo silêncio também, e muitos já soltavam
algumas palavras, ou mesmo batiam palma no lugar da educadora. A importância da
atividade é revelar esse contraste, e a complementaridade dos mesmos como algo
essencial para um equilíbrio em atividades teatrais. Não trazer o caos para
dentro de si, e saber se orientar nele (no caos exterior), com cada um
cultivando o silêncio e a concentração em seu próprio interior.
- Corda, famosa
corda (rsrs...)! Dispensa apresentação, eles adoram e se concentram bastante.
Cada encontro, eles mostram uma nova forma de fazê-la. Nesse encontro, eles
quiseram pular com as músicas cantadas (tais quais, “Suco Gelado”, “Com quantos
anos você pretende se casar”, “Salada Saladinha”, ou mesmo contagem corrida). O
bacana é que eles encaram a corda como um desafio pessoal, e quase nunca houve
manifestações de uma competitividade entre eles (como, por exemplo, de quem faz
melhor, ou de quem pula mais). Após um incidente com o “CA”, (a calça dele caiu
enquanto ele pulava) no qual houveram risadas, mas nada fora do comum ou que o
constrangesse demais, Tatiane driblou o incidente – tirando a atenção das
crianças desse fato – sugerindo que pulassem corda segurando a bola e depois
jogasse para o próximo da fila. Alguns se desconcentraram e deixaram a bola
cair, ou mesmo, esqueciam de jogar para o próximo da fila... mas, no geral, a
atividade foi bem executada. – No momento da corda, Carol chegou para nos
auxiliar no encontro.
- Antes de
começarmos a atividade das ações, dividimos os grupos e o grupo que estava com
a Marina exemplificou como seria. Eles prestaram atenção e depois sorteamos as
ações de cada um. Eles se perderam um
pouco na segunda palma (que dizia respeito a observar os demais do grupo, mas
continuando com a sua maneira de executar o movimento), mas ainda assim,
surgiram movimentos muito interessantes... tanto no andar, como no brincar,
quanto no chorar. Eles exploraram, muitas vezes, planos e ritmos diferentes, o
que foi de grande importância para nós. Duas dificuldades deles que observamos:
reprodução – não foram poucas as vezes que os observamos imitando movimentos de
outros, ao invés de inventar um para si mesmo – e desconcentração – eles se
perdiam nos próprios movimentos, tendo dificuldade de permanecer no mesmo por
um tempo; faziam vários movimentos, mas não ficavam em nenhum durante o tempo
pedido, o que prejudicava a parte de imitarem uns aos outros. Essa atividade
foi feita duas vezes, logo, cada grupo executou duas ações diferentes.
- As atividades
que constavam no planejamento acabaram com antecedência. Logo, Tatiane sugeriu
que aproveitássemos desse tempo de sobra para repetirmos uma atividade com a
bola (a qual ficamos em roda, e você tem que ir no lugar da pessoa que você
jogar). Começamos com ela, e depois de um tempo que eles pegaram o jeito,
introduzimos um rolo de papel higiênico para ser jogado também... Logo depois,
tiramos a bola e o papel, e iniciamos – ainda em roda – uma atividade de dizer
o nome com força e convicção de quem ia assumir o lugar, e assim
sucessivamente; após, nessa mesma atividade, foi incorporado um recado para a
pessoa que você ia no lugar como: “Fulaaaana, me espera”, “Ciclaaano, vamos
tomar sorvete?”. Após incentivo das educadoras para que eles soltassem a voz, e
liberassem os corpos, eles começaram a ser mais inventivos nos recados (sem
imitar os outros) e também a pronunciarem as palavras com mais firmeza.
- Nos despedimos
em roda, pulando todos, e depois fizemos um abraço grupal bem apertado (que
delícia!). Esperaram os pais brincando no parque numa atividade livre.