sábado, 21 de maio de 2011

Planejamento e Registro do Encontro de 21/05/2011



Planejamento do encontro do dia 21/05

“É a sensação de estar inteiro no que está realizando que une o artista à criança. A criança brinca porque não poderia viver de outra forma. (...) Por isso cria: porque brinca.” (Ana Angélica Albano Moreira).  




Neste encontro começaremos o novo horário, em virtude do início do Projeto Coral com as crianças; neste encontro também Tatiane não estará presente e Andreza, Carol e Ed virão participar/brincar/teatralizar.



Data: 21/05/2011

Horário: 09h30min às 10h30min

Local: Parque, Pátio.





09h30min – Roda; conversa rápida sobre o novo horário e sobre o início do Coral.



09h35min ás 09h45min – Parque livre, apenas exercitando os sons sem formar palavras.



09h45min às 10h - Retomando a atividade da corda: 1 vez sozinhos, 1 vez em duplas e 1 vez em trios (se der tempo).



10h às 10h15min – A atividade será feita em trio.

- Serão preparadas anteriormente fichas e cada uma conterá inscrita uma forma de tempo: calor, frio, chuva, vento.

 - Cada trio sorteará uma ficha e deverão imitar pessoas andando sobre aquela condição de tempo que sortearam. Os demais, que não estarão interpretando, deverão adivinhar “Que tempo que faz”.



10h15min – 10h30h – Atividade do espelho: em duplas.

- Um de frente para o outro; cada dupla deverá escolher um para começar. Este fará movimentos e o outro deverá seguir seus movimentos como se fosse um espelho. Depois trocam e o que era o espelho começará os movimentos. 

- Importante haver anteriormente uma demonstração da atividade (Você me acompanha Andreza?)



10h30min – Encerramento: roda com grito silencioso.



Materiais: - Rádio e Cd´s                         - Preparar fichas dos “climas”

                   - Máquina fotográfica          - Corda



Registro do Encontro 21/05

            Começamos o dia deixando as crianças brincarem mais 10 minutos com as bicicletas que trouxeram para o projeto de inglês. Foi um momento muito importante, pois eles queriam mostrar suas habilidades. Após os 10 minuto, Marina começou a orientar todos para se dirigirem ao pátio, para dar início à atividade planejada.

            A primeira atividade realizada com os alunos foi pular corda.  Logo que começaram a chegar, percebemos um grande interesse do grupo pela atividade e um detalhe importante: todos queriam bater a corda. O problema de eles conduzirem a brincadeira era que não conseguiam levantar a corda suficientemente para seus amigos pularem.  Ajudamos bastante para dar a oportunidade a todos os interessados, mas o  “P”, por exemplo, se recusava a deixar outro amigo bater a corda. Essa atividade acabou não cumprindo seu objetivo total, pois só no final conseguiram pular em grupo, mas não foram todos os alunos.


            Nesse momento percebemos a não participação do “C” na atividade, visto que durante a brincadeira da bicicleta estava bem. Logo o aluno começou a desconcentrar os outros alunos e foi indagou se ele não estava feliz em estar ali. “C” respondeu que não gosta das atividades e não iria participar de nada. Foi muito difícil resgatar os alunos que estavam seduzidos com as brincadeiras do “C” para as atividades.
            A segunda atividade proposta foi a do espelho, onde Marina tentou demonstrar na roda como seria. Como a agitação era geral, todos acabaram tomando água para depois retornarmos a roda. Com todos mais calmos novamente Marina explicou a brincadeira e após a explicação todos começaram a atividade.



             O “C” para variar não estava participando e Marina o chamou para realizar com ela a atividade. Por alguns minutos ele participou.

            Mas foram alguns minutos mesmo e logo ele começou a cutucar os outros colegas e correr pelo pátio e refeitório.
            Outra atividade realizada foi a das fichas com os climas, onde cada trio tinha que realizar a mímica correspondente a ficha sorteada para o restante do grupo. Apesar da agitação que todos estavam foi bem interessante a encenação dos alunos.
            Para encerrar esse encontro Marina fez uma roda e todos tinham que levantar as mãos duas vezes e depois gritar em silêncio. Bom silêncio é uma coisa difícil para esse grupo e claro que precisamos de três tentativas para conseguir realizar essa atividade.
            Percebeu-se durante o encontro, uma grande imaturidade do “P”, pois a Carol precisou  se dedicar o tempo todo a ele, em relação a “G”uma grande autoridade, mesmo com as educadoras, na hora que pediu água veio gritando: “me dá água”. Os momentos brincadeiras agressivas também foram constante em todo o grupo, teve um momento que o “L” pulou nas costas do “W” que estava andando de quatro. Todas as vezes que percebíamos logo repreendíamos a atitude por questão de segurança. 
            Logo ao término da roda Isis (professora de música) entrou e se apresentou cantando, foi lindo ver o brilho no olhar de todos. Mais uma vez lembro que “C” não participou. Após todas as apresentações, eles reproduziam os sons de algumas figuras apresentadas pela educadora.

            Uma outra atividade realizada foi descobrir e cantar a música que Isis tocava no teclado. Foi muito divertido, pois algumas cantigas provocavam estranhezas, pois uns conheciam de um jeito e outros de outro, mas a Isis combinava após a exposição das versões elegia uma que seguiríamos.
            Cantamos também a música do trem, que logo o grupo foi dividido entre meninas e meninos e suas funções eram: os meninos imitavam o barulho do trem e as meninas cantavam a música. Ficou até que legal esse coral improvisado.
            A aula terminou também com uma música e ao olharmos os alunos acho que ficaram ansiosos para a próxima aula.



sábado, 7 de maio de 2011

Planejamento e Registro do Encontro de 07/05/2011


Planejamento 07/05/2011


Data: 07/05/2011
Local: Parque, quiosque e gramado.
Horário de Inicio: 10:00h
Horário de Finalização: 11:30
Responsável: Mariana e Tatiane

Objetivo do Encontro: Retomar as atividades teatrais junto às crianças (já que tivemos um intervalo de 15 dias)

I-             10:00 ás 10:15- 15 Min. de Atividade Livre no Parque;

II-            10:15 ás 10:30- Duas voltas em volta da escola: Na Primeira volta: gritar, cantar falar, andar rápido, correr, etc... Segunda Volta: Silenciar e observar o caminhar (estimulados pela fala de uma das educadoras) e após chegar no Gramado ficar em silêncio aguardando todos chegarem para fazer a roda;

III-           10:30 ás 10:40- Roda do Olhar. Música: Blues And Friends/ Adriano Ginsberg e Edu Gomes;

IV-          10:40 ás 11:00- “Ponte viva”: todas as crianças deitadas no chão deverão impedir (de forma não violenta) que as outras passem até o final, quando o que estiver passando chegar o do final inicia a passagem;

V-           11:00 ás 11:20- Improvisação: em dupla uma criança inicia uma história e após o pare da educadora eles ficam parados e na sequência entra um novo personagem que rela em um dos atuantes para sair de cena e a história continua. Nesse momento incentivar a noção de palco, de voz, de postura e de gestos.

VI-          11:20 ás 11:30- Cada um deve escolher uma palavra Roda do Olhar: Mão na cabeça, mão no coração e dizer a palavra escolhida bem alto. Abraços, muitos abraços...

Providências:
  • Separar Rádio;
  • Gravar e Separar CD Adriano Ginsber e Edu Gomes;
  • Separar e levar ao Local Aparelho de som;
  • Limpar o quiosque;
  • Separar máquina fotográfica.
 


Registro do Encontro de 07/05



            Após 15 dias, as atividades foram retomadas. Tivemos a presença voluntária da Carol (Uma amiga simpatizante de teatro e com vontade de trabalhar voluntariamente com crianças), que nos ajudou em todas as atividades deste encontro.

Foi constatada nos últimos encontros, a vontade que as crianças têm de ficarem alguns minutos no parque, dentro de uma atividade livre. Tentamos, em outras vezes, deixar esses minutos no parque para o final do encontro, mas não deu certo por algumas razões, e a principal parece ser que eles ficam extremamente ansiosos, e com dificuldade de concentração nas outras atividades decorrentes dessa espera. Pensando nisso, no planejamento deste encontro foi colocada a tentativa de deixar esse tempo logo para o começo do encontro.  Tentativa essa em que obtivemos sucesso; conversamos antes de liberá-los para o parque que seriam 15 minutos e logo que acabasse esse tempo, nós começaríamos nossas atividades teatrais..., e assim foi feito (com um pouco de demora por parte de alguns, mas nada fora do esperado). Algumas curiosidades: logo que falamos que teriam esse tempo eles perguntaram se “poderiam falar” enquanto brincavam no parque; o componente curioso foi que associaram a nossa “permissão” com a atividade proposta em outro encontro, o de brincar no parque sem falar.

Tão logo nos reunimos, foi proposta a nova atividade. A primeira volta em que dariam na escola com total liberdade de movimentação (correr, andar rápido, rodar) e de poder gritar, falar o que quisessem... Enfim, um extravasamento. Correram e gritaram, chegaram até um pouco “cansados” dessa primeira volta. Na segunda, seguiram a proposta, andaram devagar, alguns realmente se concentraram e observaram o caminhar.

            A roda do olhar foi feita de forma costumeira, como havia dois novos integrantes que não conheciam a proposta da roda, foi-lhes apresentada a atividade e explicado em que ela efetivamente consistia; a roda é sempre um momento em que eles riem, se divertem, dançam e cada dia mais perdem a inibição de olhar nos olhos uns dos outros.

            A ponte-viva foi uma ótima atividade, depois que visualizaram como seria a atividade, (quando já estavam deitados no chão nas posições indicadas) eles entraram muito no “clima” e interagiram entre si e com as educadoras, que também participaram da atividade. Foi um momento em que eles construíram suas técnicas de se desvencilhar da ponte, assim como a de tentar impedir que os outros passassem. Apenas uma criança não quis participar, a “A. J”, que entrou na semana anterior à do dia 07 e ainda estava se adaptando ao ritmo das atividades (esta pediu para Marina para não participar). Fora ela, tivemos uma boa aceitação da atividade e até crianças que costumam não participar, participaram ativamente.

            Na improvisação das duplas, eles se mostraram tímidos e querendo combinar antes o que fazer, ao invés de improvisarem e criarem espontaneamente. Muitos fizeram brincadeiras como pega-pega, esconde-esconde; e as duplas que fizeram subsequentemente repetiram diversas vezes; mas tiveram os que ousaram mais: contaram histórias, etc. Em geral, o saldo foi positivo, apesar das repetições, da timidez por parte de alguns e de não mergulharem por inteiro na tarefa de improvisar.

            Depois outra atividade, que não constava no planejamento, mas ia de encontro com a anterior, foi incorporada. Tatiane dividiu o grupo em três grupos menores (de cinco, seis pessoas) e pediu para que combinassem algo para apresentar aos demais, o tema era livre, mas era uma “encenação” que os grupos combinariam em conjunto. As três encenações foram: Alice no País das Maravilhas, Chapeuzinho Vermelho, e a de um show de uma banda.

As duas primeiras começaram normalmente, como todos participando, porém no decorrer da participação eles ficaram conversando sobre o que iriam fazer ali e esqueceram-se de se preocupar com o fato de que já estarem se apresentando num “palco” frente a um “público”.  A terceira começou com poucos querendo participar, alguns quietos e extremamente tímidos, mas durante todos do grupo (do terceiro grupo) se misturaram e os que se sentiram mais a vontade cantaram e outros dançaram; ambos conforme seus próprios gostos.
 Na roda de término, cada um falou sua palavra (que infelizmente, eu –Marina- me esqueci de anotá-las) bem alta, e foi encerrado o encontro com todos de mãos dadas batendo palmas.