sábado, 29 de outubro de 2011

Planejamento e Registro do Encontro de 29/10/2011



Planejamento para o encontro do dia 29-10

Horário: 10h30min às 11h30min
Local: Quiosque (Decorado para o Halloween)

10h30min: Roda do Olhar Macabro;
10h35min às 10h45min: Corda dos Monstros;
10h45min às 11h- Fragmentação do Terror (Explorar todas as Articulações e Couraças a fim de verificar os movimentos assustadores existentes em casa um)

11h ás 11h20: Exercício de Exploração do seu “Auto Monstro” (Andar como Monstro, Blablação de Monstro, Olhar do Terror);
11h20min: Roda da despedida e Registro do Dia através de uma palavra (Filmar)
Providências: - Corda
                         -Rádio e Cd´s (Musicas assustadoras)
                            -Câmera Fotográfica


Registro do Encontro de 29/10/2011

Realizou no dia 29/10/2011 o encontro com a temática halloween. O encontrou contou com a participação de 14 crianças das três educadoras Tatiane, Marina e Carol, além dos visitantes Taliane (irmã de Tatiane)  e Leandro (Namorado de Tatiane).
Antecedendo as atividades do “Teatro com Crianças” as educadoras puderam acompanhar a animação da turma que curtiam com a “teacher  Jaqueline”a “Festa do Halloween”, apenas “CA” com muito medo estava fora do agito e acabou ficando sentado com a Tatiane, Marina, Taliane e Leandro, fazendo o acordo após uma hora de conversa de participar das atividades dentro do quiosque decorado após a saída múmia. Após todas as tentativas de Cauã de participar das atividades foi notório que o que mais o sensibilizou foram as palavras de Marina “Eu sei porque você não quer ir no quiosque! Ah você tem medo do seu monstro assustar todo Mundo”, nesse momento um fortalecimento interior transformou a postura de Cauã que aceitou participar.
As atividades foram iniciadas com a “Roda do Olhar” assustador, foi demais ver as caretas e expressões que cada um fazia.
Posteriormente fizemos o “Pular Corda do Monstro”, além da riqueza das expressões, pudemos trabalhar a noção de palco, de apresentar-se ao público, a corda sempre é uma das atividades preferidas deles, mas é importante ressaltar que teve um proveito cênico absurdo neste encontro.
Na sequencia, fizemos a caminhada dos monstros, oportunizando que cada um trabalha-se o seu monstro através do corpo e depois trabalhando as articulações e membros isolados: mãos, ombros, pescoço, cabeça, barriga, joelho, pés, etc...
Como exercício final, fizemos o “Desfile dos Monstros”, e após cada desfile comentávamos os monstros apresentados, a qualidade corporal ia melhorando a cada momento.
Para acalmar os ânimos aplicamos a massagem em duplas e todos acalmados hora do nosso “abraço Coletivo”, olhar e desejo de boa semana. Evidenciamos a saudades que sentimos com duas semanas sem atividades e comunicando que eles tinham presente de “Dia das Crianças”, foi uma festa só.
Também aproveitamos o horário de saída para entrega da autorização para participarem da “Formatura- 2011” através da apresentação do coral.
A cada encontro uma surpresa, a percepção de mudanças: a liberdade, a criatividade, a concentração, o rompimento com o copiar por copiar, a percepção do corpo, o aumento do domínio do corpo, a autoconfiança.
Vale a pena !
 

sábado, 8 de outubro de 2011

Planejamento e Relatório do Encontro de 08/10/2011



Planejamento para o dia 08/10/2011

Local:Quiosque
Horário: 10h30min às 11h30min
Objetivo: Resgatarmos na memória tanto a história "Era mais uma vez, outra vez", quanto à experiência vivida no domingo (02/10); colhendo impressões, etc. Vivenciar corporalmente a construção de cada um dos personagens que compuseram a peça.

10h30min as 10h35min: Roda do Olhar.
10h35min às 10h50min: Conversa sobre as impressões de domingo, não somente da peça como da montagem de um espetáculo em geral; sugerir de contarmos a história para a Carol e para as crianças que não puderam comparecer.
10h50min às 11h10min: Explorarmos em nossos corpos cada um dos personagens da peça.
11h10min às 11h20min: Corda.
11h20min às 11h25min: Encerramento/Roda.
11h25min às 11h30min: Parque livre enquanto esperam os pais.



Relatório do Encontro de 08/10/2011


         Neste encontro estiveram presentes 13 crianças, além de Marina, Carol e Jenifer (educadora do CEISA); Tatiane não pode comparecer. 
         O início se deu as 10h25min, com nossa roda do olhar, nesta a concentração foi difícil, poucos deram as mãos e vieram para a roda; o que fez com que Marina interrompe-se a atividade para uma conversa inicial, na qual explicou que Tatiane, como foi dito na semana anterior, não poderia estar presente e que Marina, por razões de um gripe repentina, estava quase sem voz, e que portanto, todos teriam que ser responsáveis pelo desenrolar do encontro, colaborando durante as atividades. Fizemos novamente nossa roda, desta vez com a colaboração das crianças, e nesta exploramos expressões faciais com caretas, além de intensificarmos nosso olhar ao direcioná-lo ao outro.
         Logo após a roda, nos sentamos, ainda em roda, e começamos a conversar. Tivemos algumas objeções à conversa, com interferências de "quando vamos pular corda?", ou mesmo um "aah, mas conversar?", o que foi contornado de forma até que tranquila. Marina perguntou quem esteve presente no domingo, durante a visita à OAB e a apresentação de peça "Era mais uma vez, outra vez", como alguns (não poucos) que estavam no encontro não estiveram presentes, sugeri de que quem foi, primeiramente, nos contassem suas impressões; e depois contaríamos a história, com o frescor das lembranças da peça, para aqueles que não puderam estar presentes. 
         Quanto às impressões, como algumas se repetiram, passarei aqui as que mais se destacaram; entretanto, cabe salientar, que alguns disseram gostar de tudo e não quiseram entrar em detalhes (como, por exemplo,” TH” e “CI”). 
         Primeiramente, algo quase unânime, foi a discordância com o fato do rei estar  vestindo chinelo e bermuda, pois "rei que se preste" usa calças, sapatos fechados e não sai do castelo, segundo eles. Algo que percebi (eu - Marina) nestas falas, foi que um rei que pede para si uma autoridade sobre outros, tem que se portar como um rei de verdade; portanto, chinelo e bermuda faz com ele perca toda e qualquer credibilidade.
         Quanto ao caranguejo, a turma que assistiu dividiu-se entre duas opiniões. Alguns disseram não ter gostado dele, pois ele era muito "engraçadinho" (como disse “CY”), e por ele ter o rosto branco (e, segundo “L” e outros que disseram já terem visto, caranguejos não tem rosto branco...obs: “LA” nesse momento veio, espantada, contar-me, num tom quase confidencial, que a tia dela come caranguejos). Entretanto, houveram os que adoraram o caranguejo, e no momento em que “LA”disse ter gostado muito dele, a turma começou a cantar, espontaneamente, a música do caranguejo.
         Quanto a princesa Priliana, houve a divisão entre meninos e meninas, as meninas a adoraram e os meninos, impulsionados pela brincadeira dos outros, fizeram questão de reforçar que não gostaram dela.
         O que chamou atenção delas, no que diz respeito ao Dragão foi o tamanho dele, e também as músicas que ele cantou, disseram que as melhores músicas eram as do Dragão. Nesse momento, “B” se levantou e quis reproduzir a imagem do Dragão querendo sentar no trono e não conseguindo.
         As falas dirigidas às impressões do Narrador foram no sentido de que gostaram dele, porém o figurino era próximo a de um palhaço (tentei fazê-los lembrar da explicação do narrador, de que era para parecer um apresentador de circo, mas ainda assim, os que tiveram essa impressão, ficaram com ela, o narrador parecia um palhaço.)
         Quanto aos príncipes, foram pouco citados, mas gostaram mais do Príncipe Nascara, sobretudo no momento em que o Dragão transforma-se em Príncipe (ficamos um bom tempo "discutindo" como foi possível aquela cena). O príncipe Sapristo foi colocado como violento, e as colocações quanto a ele foram algo como "Não gostei dele porque ele era burro e não conseguiu descobrir o enigma."
         Bom, como no geral eles citaram características referentes às vestimentas dos personagens, perguntei-lhes se gostaram de assistir tanto o ensaio, como a peça finalizada já com o figurino. Disseram que gostaram. Nesse momento, fiz uma pequena "provocação", perguntei-lhes se haviam conseguido entender a história e quem era cada personagem no ensaio, mesmo sem os personagens estarem vestidos como tais; a resposta foi afirmativa. Rebati com: "é a roupa que faz com que o ator transforme-se em personagem?" e eles responderam que não. "então, o que é?". E essa resposta vale colocar em destaque aqui: "o corpo", o corpo do ator... Logo falei muito brevemente sobre a importância de nos prepararmos corporalmente antes de apresentar, qualquer que seja a história/peça.
         Após essa conversa, pedi para que contassem a história para quem não pode ir. No começo, eles exitaram um pouco em falar, mas assim que fui puxando a história, todos queriam falar, dando até algumas "briguinhas" por quererem falar todos ao mesmo tempo. Nesse momento foi notório que a história estava muito mais fixada neles, com riquezas de detalhes que não foram/não puderam ser captados anteriormente (quanto, por exemplo, relembramos a história no sábado - 01/10). A peça fez com que a história permanecesse viva neles, além é claro, dessa maior aproximação com os personagens (tanto é, que isso tornou possível, nas impressões, o gostar ou não gostar de cada um; percebe-se então, que criam uma espécie de laço, pois os personagens puderam ser vistos e conhecidos enquanto "pessoas reais".)
         Assim que terminamos a conversa, elencamos cada um dos personagens que tinham na peça, e vivenciamos corporalmente, de forma breve, cada um deles. Disse para que inventasse como seria o personagem para eles se pudessem representá-los e não que simplesmente imitassem o que viram (até porque muitos que ali estavam não foram assistir). O Rei foi colocado pelas crianças em suas representações como um homem muito mandão e bravo; o Príncipe Sapristo como um homem que não saia da academia (logo, todos o representaram na academia, fazendo sua série de exercícios); no momento do caranguejo quiseram imitá-lo cantando a música do caranguejo; o dragão foi representado numa largueza de gestos, pois ele era muuuuuito grande e soltava muito fogo; a Princesa Priliana foi representada na ponta dos pés (pois estava de salto) e com delicadeza nas ações, já na hora do Príncipe Nascara, todos com suas espadas imaginárias, dividiram-se espontaneamente em duplas e fizemos grandes duelos de espadas.
         Dei um breve intervalo, para que bebessem água e fossem ao banheiro, e falei que assim que voltassem, faríamos a atividade da corda (o que fez com que o intervalo fosse realmente breve). Pulamos corda de acordo com a cantiga que cada um escolhia para cantar, eles cantaram ajudando-me (já que nessa hora, a voz estava bem falha..rsrs).
         Já com o horário de finalizar, não foi possível fazermos nossa roda, pois eles estavam bem inquietos e querendo pular mais corda. Estamos dissemos que quem quisesse esperar os pais no parque poderia, e quem quisesse continuar pulando corda, poderia também. E assim encerramos nosso encontro, com todos brincando.