Planejamento
Data:
19/03/2011
Local:
Pátio CEISA
Horário
de Inicio: 10:00h
Horário
de Finalização: 11:30h
Responsáveis:
Marina e Tatiane.
“A imaginação
é tudo, é uma visão antecipada das atrações da vida que virão.” (Einstein)
Objetivo do Encontro:
Apresentar atividades que trabalhem os elementos cênicos de forma lúdica, os
quais poderão auxiliar não apenas no desenvolvimento da prática teatral, mas
que auxiliarão de forma geral na qualidade de vida dessas crianças. Criar uma
nova visão de “ adulto” junto á essas crianças o qual propõem uma prática de
troca de respeito mútuo e não única de transmissor/ detentor do conhecimento.
Atividades:
1- ** Iniciaremos as
atividades com uma sucinta Roda de Conversa estipulando alguns combinados sobre
os seguintes itens:
- Quem não quiser participar das atividades;
- Ir ao Banheiro;
- Beber Água;
- Brincadeiras agressivas.
OBS:
As propostas para lidar com as essas questões serão construídas coletivamente.
1.1 - "Roda do
Olhar”;
Descrição:
Nessa atividade toda criança de mãos dadas, uma virada para baixo e outra para
cima deve olhar para seus amigos, em um tempo estimado de 5 segundos, buscando
"falar-lhe olá" através do olhar.
Além
de aproximar o grupo e despertar a necessidade do convívio (em uma época tão
cibernética) a referida atividade possibilita que trabalhemos junto á esses o
elemento cênico foco e desperte para existência de outras formas de comunicação
fora a fala.
Música:
Peixinhos do Mar/ Barbatuques.
2- “Pulando Corda"
Descrição:
Cada criança pula corda até conta-se o dez e na seqüência busca-se realizar a
referida atividade em dupla.
““
Essa atividade desenvolve “Foco”, “Concentração”, “Prontidão” e” Atenção”,
elementos cênicos extremamente importante para qualquer trabalho, isso sem
destacar o desenvolvimento da "inteligência cinestésica".
"Inteligência
cinestésica - Esta inteligência se refere à habilidade para resolver problemas
ou criar produtos através do uso de parte ou de todo o corpo. É a habilidade
para usar a coordenação grossa ou fina em esportes, artes cênicas ou plásticas
no controle dos movimentos do corpo e na manipulação de objetos com destreza. A
criança especialmente dotada na inteligência cinestésica se move com graça e
expressão a partir de estímulos musicais ou verbais demonstra uma grande
habilidade atlética ou uma coordenação fina apurada." (Howard
Gardner- 1985)
3- “Ritmos
Corporais";
Descrição:
Na referida atividade as crianças serão estimuladas a reconhecerem de 0 á
5 o ri de seu corpo, sendo 0 totalmente parado e 5 o máximo de sua velocidade,
ou seja começaram andando estimulados pela fala que lhes dirá um e terminarão
correndo quando dissermos 5.
Essa
atividade possibilita o autoconhecimento físico de suas potencialidades e
limitações, sendo o ritmo um elemento cênico.
4- “Planos”
Descrição:
Aqui apresentamos para as crianças os três planos de movimentação, baixo
(Chão), Médio e Alto, estimulando-as a explorar os mesmos unindo ao ritmo
trabalhado anteriormente. Os “Planos" também se referem a outro elemento
Cênico;
5-” Deslocamento"
Descrição: Ao falar de deslocamento
para as crianças, oportunizamos a esse a possibilidade de ousar na movimentação,
de lado, para trás deitados, rolando, na ponta dos pés, com os cantos dos pés,
com o calcanhar de quatro, enfim, rompendo com a forma única de caminhar.
" Deslocamento" é um elemento cênico de fundamental importância para
ator, uma vez que abre oportunidade para criatividade de movimentos e que
normalmente soma-se a ele na atuação o elemento " Atenção", já que
para evitar acidentes é necessário que percebamos o espaço e o outro.
6- Ritimo, Planos, Deslocamento e Criação".
Descrição:
Criam-se fichas com a apresentação de um ritmo, um plano e uma forma de
deslocamento e uma criança por vez percorre uma distância criando uma “história"
para esse percurso.
EX:
Ritmo 2, Plano: Baixo, Deslocamento: Arrastar-se.. A criança pode simular ser
uma cobra, ou um soldado em campo de batalha.
7- Relaxamento/
Respiração.
Descrição:
Pedir par as crianças deitarem no chão colocar as mãos sobre a barriga e ir
devagar puxando o ar e soltando, as educadoras podem ir contando até 5 para
puxar e até 5 para soltar para que elas possam acompanhar.
Nesse
momento será possível trabalhar o elemento cênico “Respiração" e uma breve
vivencia de auto-controle.
8- Encerramento/ Dança
Circular do circo de Soley.
Providências
- Separar a corda;
- Rever conjuntamente os passos da Dança Circular de encerramento;
- Separar o CD de dança circular;
- Gravar e Separar o Cd do Barbatuques;
- Criar as fichas da atividade 6;
- Separar e levar no local o Aparelho de som;
- Separar Máquina Fotográfica;
“Sua autoconfiança e confiança que tem no mundo crescem a medida que
desenvolve o domínio dos próprios movimentos." (Pag. 49)
Reggistro do encontro do dia 19/03
Iniciamos o nosso encontro relembrando os combinados feitos no encontro passado, já que das 20 crianças presentes nesse dia apenas 08 tinham participado do encontro anterior e 03 crianças estavam participando do seu primeiro encontro, porém eles estavam muito agitados e poucos realmente ouviram e participaram com a dificuldade de formar-se até mesmo a roda a corda foi utilizada para motivá-los a sentar ao redor da mesma. Na sequencia fizemos cinco respirações profundas na tentativa de acalmar os ânimos.
Como forma de aquecimento e utilizada rotineiramente em nossos encontros fizemos a atividade de “pular corda” e todas as crianças ao menos tentaram e muitas delas obtiveram sucesso e o interessante desse dia é que eles sozinhos organizaram-se para pular em duplas, não precisando da motivação das educadoras.
A terceira atividade programa que se referia “caminhar com olhos fechados”, também foi realizada com sucesso por todo o grupo, alguns rompendo com o medo á partir do apoio das educadoras e colegas de grupo. Aqueles que abriam os olhos durante o trajeto (que iniciava na fila direcionada por Marina e chegava até onde Tatiane e as outras crianças ficavam sentadas aguardando) era solicitado que retornassem e “tentassem novamente”.
Cada um sorteou uma ficha de plano, uma de ritmo e uma de movimento... Dentro do que tiraram, inventariam personagens que teriam que ser descobertos pelas outras crianças. Eles se dedicaram muito a essa atividade, ficaram ansiosos em tirar logo as fichas e ficavam imaginando o que queriam fazer... Quando um ficava com vergonha, o outro o incentivava em fazerem juntos. Ativaram extremamente a imaginação e criaram personagens diferentes do habitual, nenhuma criança sentiu a necessidade de imitar a outra, cada um começou a perceber a importância de agirem por si mesmos e serem donos de seus próprios movimentos e criações... A atividade das fichas também foi interessante pelo fato de que, como cada um tirava uma ficha diferente da outra, isso lhes impedia que colocassem um modelo do que fazer, de como fazer, não existiram padrões, nem imitações, cada um foi responsável pelo seu personagem.
O relaxamento também foi outra atividade da qual houve grande participação e dedicação, eles prestaram atenção em sua respiração e muitos entraram com grande intensidade em seu interior, ignorando até o que lhes acontecia exteriormente. Percebemos a necessidade que sentem também neste momento de recuo para si mesmo, de apurarem suas sensações a partir do fechar de olhos, da respiração e da calma.
Fizemos uma dança circular para encerrar, não conseguiram acompanhar muito bem os passos, mas tiveram grande concentração e tentaram fazer, sem conversas.
O resultado deste encontro, desde o primeiro momento, até o último, só nos deu motivos para seguirmos em frente nesse trabalho. O que essas crianças vivenciam e nos fazem vivenciar só aumenta aquilo que acreditamos, ou seja, a importância desse projeto; tanto para que nós entendamos um pouco mais do que é realmente “ser criança”, quanto no que os jogos, elementos teatrais os acrescentam no que tange o autoconhecimento, autoconfiança e respeito por eles mesmos e pelos outros que os cercam e com quem convivem.
“Mantenho que a meta da existência é encontrar felicidade, o que
significa encontrar interesse. A educação deveria ser uma preparação para a
vida” (Liberdade sem medo. NEILL, A.S; p.22)
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