Planejamento de atividades para
encontro do dia 19/02/2011
- Roda,
todos se olhando
-Brincar com
bexigas sem colocar as mãos, tentando não derrubar no chão. Primeiro
individualmente, depois trocando de bexiga com os colegas.
- Pular
corda
-As crianças
se dividem em dupla, uma de cada vez modela o corpo do outro como se fosse uma
escultura, depois invertem.
- Depois o
grupo todo, um começará parando num movimento e repetindo ele, fazendo um tipo
de som, um de cada vez irá entrando e encaixando um movimento no movimento do
outro (fazendo um outro tipo de barulho)...a figura que se formará é como de
uma engrenagem.
-Quando
acabarem, o grupo irá formar uma cena. Estarão andando e quando assoprarmos um
apito, eles tem que montar uma cena e para naquela posição (sem falar)...como
se fosse uma fotografia.
-Sentarem na
roda, e brincarmos um pouco com as expressões faciais e emissão de sons, tais
como, gargalhada, bocejo, choro, sussurar, gritar.
-registro de
sensações através de uma palavra.
Materiais: -bexiga;
- apito;
- corda;
- máquina fotográfica;
- separar CDs;
REGISTRO DO
ENCONTRO DE 19/02/2011
Iniciamos nosso encontro fazendo nossa roda e nos olhando, dessa
vez tentando não chamá-los, apenas iniciando a atividade com que já estava ali,
deixando-os observar, a música escolhida foi “Todos estão surdos” de Roberto
Carlos, porém na versão música de brinquedo de Pato Fú.
Na sequencia foi apresentada para eles a atividade da bexiga, e
foi interessante perceber a descoberta de cada um no rompimento da ação
“normótica” de tocá-la apenas com as mãos, aqui utilizavam os pés, as pernas, a
cabeça, o antebraço e até mesmo a boca, superando também o plano único (ficar
de pé), mas ousando sentar-se ou deitar-se.
Para aqueles que demonstraram dificuldades apresentamos a idéia
de amarrar as mãos com o barbante e foi aceita, porém ai o fato deles
demonstrarem que mesmo com o barbante conseguiam usar as mãos acabou se
sobressaindo á intenção de superar esse hábito, pUdemos então perceber a
importância da liberdade e até mesmo da imaginação acima da questão da
utilização de materiais de auxílio.
Pular corda! A segurança da repetição de uma atividade que eles
já tiveram na semana anterior, parece fazer bem a eles, demonstrando a
necessidade de “rotina” á eles, mas claro que com a mesma ação trabalhamos
outras coisas e enfatizamos alguns pontos já comentados na reunião anterior
como a necessidade do trabalho em conjunto, abordado quando eles tinham que
pular em dupla e ainda a atenção e prontidão, pois algumas vezes ficavam
conversando na fila e não iam ao momento correto.
Continuando apresentamos a atividade seguinte, na qual uma
criança em postura neutra seria “moldada” esculpida pelo colega (eles estavam
em duplas), buscando trabalhar a percepção e desenvolvimento da fragmentação
dos gestos, apesar deles terem ficado um tanto voltado para as questões
matérias de seus “bonecos-vivos”, ex: roupa, presilha etc.. A atividade foi
muito proveitosa e foi notória a concentração de algumas crianças nessa ação.
Posteriormente a atividade foi de preenchimento do espaço vazio,
cada um deveria iniciar sua atividade com um gesto simples e fragmentado, que
deveria ser repetido continuamente acompanhado de um som que também deveria ser
repetido, assim a educadora Tatiane iniciou com as mãos na cintura flexionando
o joelho e voltando acompanhado do som tic tac, tic tac,assim as crianças formaram
uma fila indiana, não ousando ocupar os lados, mesmo quando estimulado pela
outra educadora Marina que observava a atividade, o sons também não mostraram
grandes inovações sendo todos fragmentações do TIC TAC. Nessa atividade foi
possível observar a necessidade dessas crianças adentrarem-se um pouco mais ao
universo cultural, já que nota-se a constante repetição e foco no outro, além
de perceber que os estímulos deles partem de uma mesma fonte.
Tentando romper um pouco com a percepção acima as educadoras
repetiram a atividade, porém agora iniciada pelas crianças e quando chegou a
vez das educadoras, as mesmas ocuparam os espaços paralelos e fizeram sons
diferente do tic tac e assim as crianças tornaram-se caladas e imóveis em
questões de segundos, demonstrando a dificuldade de concentração. Nesse momento
foi discutido em roda com os mesmos a importância do foco e da concentração,
sendo essa ação tão “forte” que difere o ator e que chama tanto a atenção
daqueles que o assistem. Deu-se o exemplo lúdico e dramatizado de um ator em
palco e cai uma lâmpada (suas reações primeiramente de parar e gritar e a outra
de desviar do perigo e continuar). Foi
muito bom esse momento, as crianças ouviam com “sede de saber”.
Separados em grupo de quatro as crianças receberam a orientação
da próxima atividade, na qual eles deveriam caminhar depois de ouvir o apito
ficarem totalmente imóveis e na sequencia criarem alguma cena para o público,
nessa atividade foi possível observar o repertório criativo das crianças, a
noção de palco (olhar para o público) e ansiedade demonstrada através da
dificuldade de tornar-se imóvel. O primeiro grupo teve facilidade de
entrosamento e criação, já o segundo recebeu estimulo da educadora Tatiane que
fez parte do grupo, o terceiro iniciou repetindo o que o segundo vez e depois
acabou criando ações novas e o quarto foi estimulado pela educadora Marina que atuou
de forma tão convincente ao demonstrar que uma caixa estava pesada (não era
verdade, pois continha apenas uma bexiga dentro dela) que fez com que todas as
crianças que estavam assistindo fossem despertadas a ajudá-la, criando assim
uma grande peça. Nesse momento quando o apito era tocado, as crianças tiveram
muita dificuldade em parar de forma geral, pois não estava claro para elas que
aquilo se tratava uma simulação, mas após várias falas da educadora Tatiane,
tais como “Tem estátua falando, tem estátua pegando a bexiga, etc..” perceberam
a intencionalidade e passaram a ter consciência de sua atuação. Muito
interessante!
A atividade das expressões faciais e sons programas no semanário
não foi efetuada por falta de tempo.
Para finalizar sentados em roda, cada criança tinha que falar
uma palavra que viesse a cabeça para representar o momento. As palavras foram:
teatro, bom, amor (educadora Marina), coração, paixão, futebol, copinho (pois
estava em discussão se eles levariam o copinho ou deixariam na escola para
usarem quando viessem), esperança, pato, chuva, sol, feio (o que acreditamos
que seja, pois uma criança falou patinho feio e dissemos que ela só podia usar
uma palavra e assim essa outra criança acabou completando), borboleta, água,
força (essa foi da educadora Tatiane, pois tem que ser forte rsrs) e raio.
Antes de formarmos a nossa roda, olharmos nos olhos, ouvirmos
novamente nossa música, fizemos o combinado de que no próximo encontro teremos
o momento conjunto de ir ao banheiro e beber água e não mais livre e
individual, pois percebemos que isto acaba sendo utilizado como “ fuga” pelos
mesmo e dispersa a ação dos demais.
De forma geral esse encontro foi muito especial para nós
educadoras, pudemos enxergar novas possibilidades de ação! Foi motivador!
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